Sobre
Atualizado em
Sou o Jon Schenker, arquiteto de software. Já entreguei projeto em Swift, Java, .NET, Angular, React e Flutter — mobile, web e backend — e talvez seja por isso que não me apeguei a linguagem nenhuma. Linguagem é ferramenta, e ferramenta boa é a que resolve o problema que está na sua frente hoje. O que sobrevive à troca de stack é a arquitetura: como as peças conversam, onde o sistema vai doer quando crescer, o que dá para adiar e o que não dá.
O que me move de verdade é o que ainda não está pronto. Tecnologia nova, ferramenta lançada semana passada, ideia que ninguém testou direito — é aí que eu quero estar, mexendo antes de existir consenso sobre o assunto. Boa parte do que está publicado aqui nasceu exatamente assim: de curiosidade sobre algo que acabou de sair.
Nos últimos três anos essa curiosidade ganhou endereço fixo: IA. Testo modelo rodando localmente, comparo com o que a API paga entrega, e uso agente de código no trabalho de verdade — o tal do vibe coding — para descobrir onde ele ajuda e onde ele atrapalha. É a diferença entre ter opinião sobre a ferramenta e ter medição dela.
Também sou gamer, e isso tem mais a ver com este site do que parece: a mesma placa que roda jogo roda modelo de linguagem. Foi mais ou menos por aí que isso começou. Em vez de deixar a GPU ociosa entre uma partida e outra, comecei a carregar modelo nela e medir o que dava. O que era curiosidade virou método, e o método virou trabalho.
Este site é o registro público desse trabalho.
O que você vai encontrar aqui
Posts sobre rodar LLM local: quanto de VRAM cada configuração realmente consome, quantos tokens por segundo saem de cada modelo em cada quantização, quando vale a pena trocar API por GPU própria e quando não vale. Ferramentas em volta disso — Ollama, llama.cpp, Aider, LiteLLM, agentes de código — testadas em uso real, não em demo.
Comparativo entre modelos e cobertura de lançamento também entram, e com frequência: o campo anda rápido demais para ignorar o que saiu essa semana. A regra é uma só — eu rodo antes de escrever. Notícia aqui vem com teste junto, não com press release.
O que você não vai encontrar: anúncio repassado sem eu ter rodado, previsão sobre o futuro da IA, tutorial copiado da documentação oficial.
Três regras que eu sigo
Todo número vem com procedência. Hardware, versão do runtime, método de medição e número de execuções. Um throughput sem essas quatro coisas não é medição, é alegação — e alegação não ajuda ninguém a decidir nada.
Se não dá pra reproduzir, não publico. Comando completo, versão fixada, parâmetro explícito. Se você tiver a mesma placa, tem que chegar no mesmo número. Se não tiver, tem que conseguir ajustar a conta.
Erro também é resultado. Quando um modelo decepciona, o post diz. Quando eu errei a configuração e perdi duas horas, o post conta — porque essa é justamente a parte que ninguém escreve e que todo mundo precisa.
Sobre as traduções
Escrevo em português. As versões em inglês e espanhol são traduzidas por um modelo rodando na minha própria bancada, através do gateway que os posts descrevem, e revisadas por mim antes de publicar.
Isso é deliberado: um site sobre rodar IA local que terceirizasse a própria tradução seria uma contradição. Quando um post aparece traduzido, ele diz qual modelo fez o trabalho.
O que eu faço além de escrever aqui
Ajudo pessoas e empresas a colocar IA para funcionar dentro do negócio — não como demonstração, mas como sistema em produção. Na prática: escolher o modelo certo para o problema (e às vezes concluir que não precisa de modelo nenhum), decidir o que roda local e o que vai para API, montar a infraestrutura em volta — fila, cache, observabilidade, controle de custo — e deixar a equipe capaz de operar aquilo sem depender de mim.
O mesmo rigor dos posts vale aqui: antes de propor arquitetura, eu meço. Proposta que começa por “a IA vai resolver” costuma terminar caro.
Esse trabalho eu faço pela Nexttag. Se você está avaliando IA no seu produto ou na sua operação e quer uma conversa técnica antes de qualquer proposta comercial, é só escrever.
Contato
Se algum número aqui não bate com a sua medição, quero saber — é a correção que faz o site valer.
Assunto sério vai por e-mail, pelo contato da empresa: contato@nexttag.com.br. Escreva com o problema concreto — o que você tentou, com que hardware, onde travou — que eu respondo. Prospecção genérica e “oportunidade imperdível” eu não respondo.